terça-feira, 5 de abril de 2011
Reunião Matinal 05/04/2011
Ontem, o pregão foi morno e os mercados trabalharam sustentando os lucros da última sexta-feira. Na Europa as bolsas fecharam sem direção comum e perto da estabilidade. Nos EUA, os principais índices ficaram em alta. No Brasil, o ego do investidor ficou inflado após a agência de classificação de risco Fitch elevar a nota do País em um grau. O Ibovespa teve alta de 0,63% aos 69.703 pontos e com volume negociado de R$ 5,80 bilhões. Para hoje nos EUA, a agenda de indicadores traz como destaque dados sobre a atividade do setor de serviços. Além disso, tem a divulgação, às 15h (de Brasília), da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve ocorrida em 15 de março. A ata deverá manter o tom otimista em relação à recuperação da economia americana, corroborado pelos indicadores recentes dando conta que o nível de atividade continua ganhando tração (com exceção do ainda debilitado mercado imobiliário). O documento do FOMC ainda deverá trazer comentários em relação à trajetória atual das commodities e do petróleo e a manutenção do cronograma do Quantitative Easining 2. Por aqui, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos sócio-econômicos) divulga a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, avaliando o valor do salário mínimo necessário para a manutenção de uma família, de acordo com o valor dos produtos que compõem a cesta básica. Dentre as notícias nesta manhã, o Banco do Povo da China elevou as taxas de juros em 0,25 ponto porcentual, em mais uma tentativa de controlar a inflação. Aqui, o BC anunciou a obrigatoriedade de operação de câmbio simultâneo nas renovações e repactuações de empréstimos externos. Na Europa, a agência de classificação de risco Moody's anunciou o corte do rating soberano de Portugal em três níveis, de A3 para Baa1, além de deixar a nota em revisão com a possibilidade de um novo corte, em função das crescentes incertezas políticas, econômicas e fiscais para o país. Refletindo esse quadro, as bolsas na Europa e os futuros nos Estados Unidos operam em queda. Na Ásia, o índice Nikkei (Tóquio) encerrou o pregão desta terça-feira em baixa refletindo as preocupações acerca da crise nuclear que se instaurou após o desastre natural do mês anterior, enquanto as bolsas na China estiveram fechadas para negociações nesta sessão, devido a um feriado nacional.
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