sexta-feira, 25 de março de 2011

Reunião Matinal 25/03/2011

A crescente lista, que agrega risco e cautela aos investimentos, continuou sendo levemente esnobada pelos
mercados internacionais ontem. A sucessão de notícias ruins como guerra civil da Líbia, problemas no Japão
e crise da dívida na Europa, estão passando batidas pelas bolsas de valores. Por sua vez, o Ibovespa resolveu "olhar" para seu noticiário interno e se deparou com alguns percalços. Resultado: leve queda.
Hoje, os destaques da agenda ficam por conta dos Estados Unidos. Logo cedo será anunciada a revisão do
PIB americano referente ao último trimestre de 2010, que na última revisão apontou crescimento de 2,8% e
para hoje, a expectativa é de que esse número sofra revisão para cima, influenciado pelo componente de
variação de estoques. Mais tarde o mercado aguarda o resultado fechado da confiança do consumidor aferida pela Univ. de Michigan em março.
Vale destacar que ontem a S&P reduziu o rating soberano de Portugal de A- para BBB. Segundo a agência,
essa alteração deve-se à derrota do governo português na votação do plano de austeridade fiscal - o aumento da incerteza deverá afetar a confiança do mercado e elevar o risco de refinanciamento do país. A Fitch
também rebaixou a nota de Portugal, justificando que os riscos subiram para a implementação de
políticas e financiamento fiscal. Ainda assim, as principais bolsas na Europa operam com ganhos nesta manhã. A atenção dos investidores está voltada hoje para a reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, onde os líderes discutem os problemas fiscais da zona do euro e, em especial, uma ajuda para Portugal. A confiança num socorro rápido para o país evitou maiores preocupações nos mercados com a derrota das medidas de ajuste no Parlamento português ontem, seguida pela renúncia do primeiro-ministro. Os índices futuros em Wall Street também operam com ganhos, no aguardo pelos indicadores do dia.

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