Os investidores ainda trabalham com a mesma trilha sonora: Japão-Líbia-Europa-pressão inflacionária. As
vezes o volume da música fica mais alto em alguma nota, ou até mesmo, em mais de uma nota. Ontem, por
exemplo, a Europa tocou mais alto que qualquer outra. Os mercados internacionais não esqueceram da crise
das dívidas e a preocupação com a situação na periferia do Velho Continente ampliou o leque de tensão
sobre os negócios. Mas ainda assim os mercados se mostraram otimistas e apresentaram leves ganhos.
Para hoje, a agenda doméstica conta com a divulgação da pesquisa de emprego do IBGE e o relatório da
dívida pública. Nos EUA, saem os dados de pedidos de auxílio-desemprego e as encomendas de bens duráveis.
Dentre as notícias mais relevantes do dia, a queda do governo de Portugal tem potencial para criar aversão
ao risco nas praças financeiras. Como a oposição realmente barrou as novas propostas de austeridade fiscal
apresentadas pelo Partido Socialista, o primeiro-ministro José Sócrates renunciou ao cargo. Ainda assim, as
bolsas reagem com calma a notícia nesta manhã, já que o mercado dá quase como certo que Portugal recorrerá
a ajuda financeira internacional.
Para completar, a Moody´s rebaixou hoje o rating
de 30 bancos da Espanha, depois de já ter cortado
a nota soberana do país. Entretanto, as três
maiores instituições financeiras, Santander, BBVA
e La Caixa, não foram afetadas e tiveram os ratings
confirmados.
Na Ásia, o avanço nos preços das commodities
sustentou a alta na maior parte das bolsas da
região nesta quinta-feira, compensando o efeito
negativo provocado pelos conflitos políticos no
Oriente Médio e norte da África e pela crise nuclear no Japão. Na China e no Japão, o dia foi de ligeira realização.
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