O ambiente parece mais leve, mesmo com a situação delicada do Japão e as incertezas geopolíticas
com foco na Líbia. Risco existe, mas os mercados estão administrando bem a cautela necessária. Mesmo
assim, indicadores piores que o esperado na Inglaterra e nos Estados Unidos deixaram as bolsas
em ligeiras baixas. O Ibovespa, que anda descolado do mercado externo, mostrou uma alta mais consistente
puxada por ações do setor petrolífero e financeiro, encerrando o dia com ganhos de 1,33%.
Para hoje, a agenda doméstica tem como destaque o IPCA-15 de março e o fluxo cambial semanal.
Nos EUA, a agenda de dados econômicos segue fraca, com dados de vendas de imóveis novos, os
estoques de petróleo e discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke.
Nos mercados, a frágil situação fiscal dos países periféricos europeus volta à tona e se transforma em
mais um fator de incertezas para os mercados financeiros internacionais. Em Portugal, a oposição ao
governo deu sinais de que não aprovará as medidas de austeridade fiscal a serem votadas hoje e pode
levar a uma provável renúncia do primeiro-ministro. E como consequência, crescem as chances de
Portugal ser o terceiro país da Zona do Euro a
receber um resgate financeiro.
Ainda assim, as principais bolsas europeias
operam em alta. Nos Estados Unidos os futuros
também tem ligeiros ganhos.
Na Ásia as bolsas fecharam com sinais mistos.
Enquanto na China o dia foi de ganhos, no
Japão, a bolsa de Tóquio fechou em queda
num pregão volátil, puxada para baixo pelas
realizações de lucros que se seguiram aos
ganhos acentuados de terça-feira e à notícia de contaminação radioativa no sistema de abastecimento
de água da capital japonesa.
Petrobras: Produção de óleo e gás cresce 1,7%
A Petrobras informou em nota que sua produção média de petróleo e gás natural, no Brasil e no exterior, em fevereiro, foi de 2.603.953 barris equivalentes de óleo por dia
(boed). Esse resultado ficou 1,7% acima do volume registrado no mesmo mês de 2010 e recuou 2,2% em relação ao volume total extraído em janeiro deste ano.
Notícia NEUTRA para empresa. A redução da produção em relação a janeiro é reflexo de algumas paradas programadas da produção em algumas plataformas no
Brasil durante o mês. Mais importante que esse dado da produção é a continuidade da elevação do preço do petróleo. Essa semana a commoditie voltou a apresentar
novas altas e desde o dia 15/03 acumula alta de 7,5%. Quando ampliamos o horizonte de análise, vemos que desde dezembro o petróleo acumula alta de 23% no
mercado internacional, tendo atingido US$105,3/barril (petróleo WTI). Nos mesmos períodos a Petrobras acumula altas de 1,4% e 16,5% respectivamente. Lembrando
que historicamente a correlação entre os 2 ativos é de 85%.
Eztec – Resultado do 4T10
A construtora e incorporadora reportou ontem após o fechamento seus números do 4T10, demonstrando uma expressiva expansão frente à 2009.
Receita Líquida de R$ 156,2 milhões (+26,6% ano-contra-ano), devido ao maior número de obras e volume de vendas;
Margem Bruta ganhou 12,2 p.p. ano-contra-ano alcançando 48,8% no tri, devido principalmente ao azeitado controle de custos e a venda de estoque. Com isso, a
companhia fechou 2010 com 46,8% de margem bruta, bem acima da meta de 40% para 2010;
O EBITDA totalizou no tri R$ 52,6 milhões (+52,2%), com ganho de 6,2 p.p. de margem (atual em 33,7%). Despesas operacionais pressionaram bastante as margens
da companhia, mas ainda assim a forte expansão de margem bruta conseguiu manter a empresa com ganhos de margem;
Lucro Líquido do tri ficou em R$ 62,8 milhões (+81,5%), em virtude do expressivo ganho de margem bruta, aliada a melhora do resultado financeiro, que por sua
vez teve no aumento do caixa devido ao aumento no fluxo de recebíveis sua explicação.
Consideramos o resultado POSITIVO, com destaque sobre o forte ganho de margem bruta. A companhia segue num ritmo acelerado, com margens operacionais
bem acima da média do setor e já entregando no 1T11 cerca de 40% da sua meta de Lançamentos (R$ 1,1 bilhão; +24% ano-contra-ano). Ainda assim, negociando a
1,9x P/VPA e ainda por cima recolocando no mercado todas as ações da tesouraria, fruto do programa de recompra, entendemos que empresas como CR2, Brookfield
e PDG sejam mais atrativas.
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